Black Mirror: O futuro mais do que presente

 

Black Mirror está prestes a ganhar uma nova temporada. Popularizada pela Netflix, os episódios contam histórias paralelas sobre os efeitos da tecnologia num mundo aparentemente distante da nossa realidade. Aparentemente.

As diferenças entre o universo da série e o nosso dia a dia estão cada vez mais tênues. Não por acaso, o título “Black Mirror” remete a uma espécie de espelho em que podemos ver o lado obscuro do ser humano. Ao mesmo tempo, faz referência às telas, tão presentes na vida de cada um de nós, que conseguiram mudar da água para o vinho a nossa rotina e o nosso modo de agir e comunicar.

Os episódios da série tratam de temas perturbadores. Propõem ao espectador uma reflexão sobre o mundo. No princípio, tudo parece uma grande distopia: deslocamento no tempo, robôs humanoides, lentes que deturpam a visão, chips que gravam as nossas lembranças. Até que vamos nos encontrando com situações e possibilidades que realmente acontecem ou podem acontecer com a gente. A busca incessante pelo sucesso nas mídias, a maneira como as câmeras estão presentes e são facilmente manejadas, a grande abertura que as redes sociais deram à exposição de opiniões são só alguns exemplos. Estamos tão presos às nossas telas que, por muitas vezes, não conseguimos perceber o que acontece à nossa volta.

Black Mirror nos instiga e nos leva a um grande questionamento: até onde podemos chegar com a evolução tecnológica em larga escala? Ela não deve, necessariamente, se tornar um problema. Desde que saibamos como aplicar e utilizar os novos recursos de que dispomos hoje, diariamente.

A 4ª temporada de Black Mirror está em produção, ainda sem data de lançamento. O diretor Charlie Brooker anunciou recentemente, também, uma série de livros baseados nas histórias da série, que serão lançados no ano que vem.

 

Texto: Luana Gazola
Adaptação: Agência Minha Paróquia



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