Convertendo métodos do marketing de conteúdo para a comunicação religiosa

 

Com o avanço das novas tecnologias, eu e você passamos a estar conectados por mais tempo. A comunicação social foi ampliada, abrindo espaço para o surgimento de novas regras, novas teorias, metodologias de compartilhamento de notícias, estratégias de marketing e publicidade, entre muitas outras atividades, que promovem um consumo de materiais que, antes, era visto apenas do lado de fora das telas dos smartphones, tablets e computadores.

No âmbito dessas atualizações comunicativas, um novo segmento dentro do marketing emergiu. Hoje, chamamos esse item por marketing de conteúdo, uma maneira eficaz de gerar engajamento por um determinado público, buscando o aumento do número de clientes a partir da criação de conteúdos relevantes.

O marketing de conteúdo obedece as premissas da economia e tem por objetivo direto gerar lucro. Por conta disso, é medido com base em dados de acesso, de compra, de compartilhamento, de busca. Para a distribuição de conteúdo, são utilizados blogs, newsletters, sites, vídeos, eventos, e-books, infográficos, estudos de caso e o que mais a criatividade permitir para a disseminação em massa. Mas, aí, esbarramos em dois tópicos importantes.

O excesso

Com a explosão do marketing de conteúdo em 2013, nos Estados Unidos, vimos a ascensão de um fenômeno ofensivo para “as ações digitais de evangelização”. Foi constatado um excesso de informações, de onde nasceu o termo “content shock”, ou “choque de conteúdo”. É como se nossas plataformas sociais passassem por uma “overdose”, pelo acúmulo de conteúdo que nós não somos capazes de digerir inteiramente.

Essa sobrecarga de informações nos nossos e-mails e timelines tem quebrado o efeito dos conteúdos com fins de evangelização e anúncio da Igreja e sua vivência pastoral. Estamos nos afogando com dados na era da informação e, mesmo assim, vivemos desinformados. Os nossos materiais editorias, como católicos e cristãos que comunicam, estão tendo dificuldade para chamar a atenção no meio de tantos outros documentos que afastam, em muito pouco tempo, o homem da verdade.

Os meios

Quer um exemplo? Quando o Twitter surgiu, pensávamos na formatação de textos curtos, que coubessem em centenas de caracteres. Porém, sob as rédeas do “content shock”, o que se sobressai nas estratégias de conteúdo é o texto longo. Mas com qualidade, profundidade de informação, abrangência e fácil compreensão, personalizado para um público específico.

É fundamental conhecer as ferramentas de formatação de textos disponíveis para a web, e funções como o SEO (Search Engine Opitimization), que serve para otimizar buscas e atribuir destaque a publicações na internet, com um jogo de palavras combinadas com links e títulos.

Outra estratégia amplamente utilizada pelas empresas através do marketing de conteúdo são as vias de comunicação instantânea, Messenger e WhatsApp, que podemos utilizar para criar laços de fraternidade que saiam do ambiente virtual e sejam cultivados numa vida em comunidade, para a partilha e crescimento humano na fé.

Se todas essas possibilidades abrem as portas para o engajamento secular no ambiente online, podemos transportar todos esses métodos para as ações concretas das nossas comunidades e paróquias. Se a comunicação tem poder de persuasão sobre uma decisão de compra, também é capaz de estimular a presença da Igreja na internet.

 

Texto: Larissa Sassi
Adaptação: Agência Minha Paróquia



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