Geração “me me me”: o que a Igreja ganha com eles?

Uma das mais recentes matérias de capa da revista Time apresentou algumas pesquisas e entrevistas com especialistas sobre a geração Millennials, os jovens nascidos entre 1980 e 2000, e o quanto a tecnologia está influenciando esse grupo.

O site YouPix fez um resumo interessante sobre a matéria, que você pode ler clicando aqui.

As principais características dos Millennials elencadas pela Time são:

✝ Narcisismo;

✝ Preguiça;

✝ Alienação;

✝ Ansiedade.

Mesmo sendo uma pesquisa realizada num outro país, de perfil econômico e histórico diferente do Brasil, podemos perceber que não estamos de fora dessa realidade. O brasileiro tem a sua geração Millennials e já assimilou diversas características de consumo nesse padrão e sua cultura também acolheu essas características. Já nos tornamos dependentes das redes sociais, dos smartphones, dos computadores… Gostamos de tirar fotos para publicar no Instagram, escrever o que estamos fazendo no Twitter, registrar a nossa opinião sobre qualquer assunto em blogs… Tudo isso com consequências positivas e negativas.
 

Mas qual a relevância disso para a Igreja Católica?

A relevância está na evangelização, especialmente desses jovens. A internet e as redes sociais podem ser usadas como ferramentas de divulgação da mensagem cristã, não podemos negar que hoje em dia está muito mais fácil falar de nossa fé a mais pessoas devido a estes meios. E devemos também ter uma participação educativa: conduzir aqueles que estão próximos a uma cultura positiva, ensinando que existe um mundo além do virtual, que as amizades podem acontecer fora do Facebook, que a Igreja continua de portas abertas com as pastorais esperando gente disposta a fazer o bem.

As características da geração Millennials, na verdade, não são nada positivas diante do que a Igreja espera de nós. O narcisismo, a preguiça e a alienação, por exemplo, nos tornam frágeis, ficamos iludidos, deixando-se levar por forças manipuladoras. É uma geração que fala e aparece muito, mas nada faz de verdade. Precisamos, ao contrário disso, é ser proativos, contestadores, sóbrios!

E isso não desqualifica esses meios de comunicação. Podemos usá-los, continuar publicando fotos e frases soltas, mas com uma postura nova, de uma geração realmente nova.

 

Texto: Sérgio Fernandes, CEO



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