junho/2018

  • Sem eventos
  • Sem eventos
  • Sem eventos
  • Sem eventos
  • Sem eventos
  • Sem eventos
  • 5ª-feira da 9ª Semana do Tempo Comum

    9ª SEMANA COMUM (verde – ofício do dia)

    O Deus verdadeiro é o Deus de vivos e da vida. Cristo vive hoje e sempre, e nele encontramos a promessa da vida sem fim. O centro da mensagem pascal é a vida nova de Jesus e de seus seguidores.

     

    Primeira Leitura: 2 Timóteo 1,1-3.6-12

    Início da segunda carta de são Paulo a Timóteo – 1Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2a Timóteo, meu querido filho: graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor! 3Dou graças a Deus – a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados – quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 6Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo evangelho, fortificado pelo poder de Deus. 9Deus nos salvou e nos chamou com uma vocação santa, não devido às nossas obras, mas em virtude do seu desígnio e da sua graça, que nos foi dada em Cristo Jesus desde toda a eternidade. 10Essa graça foi revelada agora, pela manifestação de nosso salvador, Jesus Cristo. Ele não só destruiu a morte, como também fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do evangelho, 11do qual fui constituído anunciador, apóstolo e mestre. 12Esta é a causa pela qual estou sofrendo, mas não me envergonho, porque sei em quem coloquei a minha fé. E tenho a certeza de que ele é capaz de guardar aquilo que me foi confiado até o grande dia. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 122(123)

    Ó Senhor, para vós eu levanto meus olhos.

    1. Eu levanto os meus olhos para vós, / que habitais nos altos céus. / Como os olhos dos escravos estão fitos / nas mãos do seu senhor. – R.
    2. Como os olhos das escravas estão fitos / nas mãos de sua senhora, / assim os nossos olhos, no Senhor, / até de nós ter piedade. – R.

     

    Evangelho: Marcos 12,18-27
    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 18vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição, e lhe propuseram este caso: 19“Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: se morrer o irmão de alguém e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão. 20Ora, havia sete irmãos; o mais velho casou-se e morreu sem deixar descendência. 21O segundo casou-se com a viúva e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. 22E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. 23Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Por que os sete se casaram com ela!” 24Jesus respondeu: “Acaso vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras nem o poder de Deus? 25Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. 26Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’? 27Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”. – Palavra da salvação.
    Reflexão:
    Os saduceus não admitiam outra vida depois da morte. Eram materialistas. O horizonte deles era esta vida e nela procuravam manter sua posição de poder e de privilégio. Ao responder ao caso proposto por eles, Jesus atinge também os fariseus. Estes acreditavam na ressurreição e em outra vida, que imaginavam como retorno à vida terrena em condições de total bem-estar. Jesus esclarece: a vida após a morte não é simples retorno ou repetição da vida anterior vivida neste mundo. Trata-se de vida em outra dimensão, “como os anjos”. Bem outro é o esquema da vida eterna. Nela não há matrimônio nem necessidade de procriação para conservar a espécie humana. Quanto à ressurreição dos mortos, a Escritura nos ilumina: o Deus de Jesus é o Deus da vida, porque sua força é a força da vida. Vida sem fim.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • Solenidade do Sagrado Coração de Jesus do Tempo Comum

    SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS (branco – ofício da solenidade)

    Atraídos pelo amor de Deus, reunimo-nos para celebrar o Sagrado Coração de Jesus. O Senhor, que nos amou até a doação da própria vida, quer que esta liturgia, manancial da salvação, nos ajude a viver enraizados no seu amor.

    Primeira Leitura: Oseias 11,1.3-4.8-9

    Leitura da profecia de Oseias – Assim diz o Senhor: 1“Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 3Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: Is 12

    Com alegria bebereis do manancial da salvação.

    1. Eis o Deus, meu salvador, eu confio e nada temo; / o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. – R.
    2. Com alegria bebereis no manancial da salvação. / E direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, / invocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, / entre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. – R.
    3. Louvai, cantando, ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, / publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! / Exultai, cantando alegres, habitantes de Sião, / porque é grande em vosso meio o Deus santo de Israel!” – R.

     

    Segunda Leitura: Efésios 3,8-12.14-19

    Leitura da carta de são Paulo aos Efésios – Irmãos, 8eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo. 10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança. 14É por isso que dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra. 16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior; 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações e que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: João 19,31-37

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo João – 31Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz. 32Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus. 33Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35Aquele que viu dá testemunho, e seu testemunho é verdadeiro; e ele sabe que fala a verdade, para que vós também acrediteis. 36Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”. 37E outra Escritura ainda diz: “Olharão para aquele que transpassaram”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    O cadáver de um condenado normalmente não ficava dependurado na cruz durante a noite; por isso, os judeus pedem a Pilatos para acelerar a morte dos condenados, quebrando-lhes as pernas, a fim de sepultá-los antes do anoitecer. Assim não ficariam expostos no sábado, que era a Páscoa. Como Jesus já estava morto, não lhe quebraram as pernas, mas abriram-lhe o lado com a lança, saindo sangue e água. Tudo está consumado. Jesus, por amor, vai até o fim, até o esgotamento da última gota de sangue e de água. Tudo de si doou para que a humanidade aprenda, desse gesto supremo de amor, a valorizar a vida, também dos que são crucificados no mundo de hoje. Celebrada na sexta-feira após a Santíssima Trindade, a solenidade do Sagrado Coração de Jesus nos mostra justamente os lados humano e divino de Jesus, capaz de se oferecer em favor da vida de todos. Não reservou nada para si, nem a última gosta de sangue. O coração dele foi aberto para abrigar a todos.

  • Imaculado Coração de Maria. Memória

    (branco – ofício da memória)

    Maria é a mulher que guarda no coração a Palavra de Deus. É a morada do Espírito Santo, sede da sabedoria, imagem da Igreja que escuta e testemunha o Senhor. Celebremos o mistério pascal contemplando a beleza do seu imaculado coração, que revela sua condição de fiel discípula e modelo de discipulado.

     

    Primeira Leitura: Isaías 61,9-11

    Leitura do livro do profeta Isaías – 9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 1Sm 2

    Meu coração se regozija no Senhor.

    1. Exulta no Senhor meu coração / e se eleva a minha fronte no meu Deus; / minha boca desafia os meus rivais / porque me alegro com a vossa salvação. – R.
    2. O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, / mas os fracos se vestiram de vigor. / Os saciados se empregaram por um pão, / mas os pobres e os famintos se fartaram. / Muitas vezes deu à luz a que era estéril, / mas a mãe de muitos filhos definhou. – R.
    3. É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, / faz descer à sepultura e faz voltar; / é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, / é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. – R.
    4. O Senhor ergue do pó o homem fraco, / do lixo ele retira o indigente, / para fazê-los assentar-se com os nobres / num lugar de muita honra e distinção. – R.
    Evangelho: Lucas 2,41-51

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém sem que seus pais o notassem. 44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas. 47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas essas coisas. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:
    Enfocada já desde os Padres da Igreja, a grandeza do coração de Maria recebe devoção especial durante a Idade Média. A passagem da devoção privada ao culto público do Coração de Maria é obra de São João Eudes (1601-1680). Em 1942, o Papa Pio XII estendeu esta festa a toda a Igreja. O caminho para Jerusalém é imagem da caminhada de fé, vivida por Maria no seu coração. Os pais sempre alimentam projetos com relação ao futuro dos filhos. Com doze anos, Jesus entra responsavelmente na sociedade cultual e social do povo da Aliança. O que fará ele de sua vida? Jesus deve realizar o projeto do Pai, projeto para o qual nasceu. Jerusalém (mencionada três vezes) é a meta rumo à qual Jesus caminha em total obediência à vontade do Pai. Com Jesus devem caminhar também sua mãe e todo discípulo seu.
  • 10º Domingo do Tempo Comum

    (verde – 2ª semana do saltério)

    Nós, a família amada de Jesus, estamos reunidos com ele para ouvir sua voz e colher forças para fazer a vontade do Pai. Queremos caminhar no mundo com os olhos nas realidades do céu e, sustentados pela ceia eucarística, renovar continuamente nossa fé. Deixando de lado o que é enganoso e passageiro, depositemos no Senhor nossa confiança, pois nele, fonte de todo bem, se encontram a graça e a salvação.

    Primeira Leitura: Gênesis 3,9-15

    Leitura do livro do Gênesis – Depois que o homem comeu da fruta da árvore, 9o Senhor Deus cha­mou Adão, dizendo: “Onde estás?” 10E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; e me escondi”. 11Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? En­tão comeste da árvore de cujo fruto te proibi comer?” 12Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”. 13Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais do­més­­ticos e todos os animais sel­va­gens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 129(130)

    No Senhor, toda graça e re­denção!

    1. Das profundezas eu clamo a vós, Senhor, / escutai a minha voz! / Vos­sos ouvidos estejam bem atentos / ao clamor da minha prece! – R.
    2. Se levardes em conta nossas fal­tas, / quem haverá de subsistir? / Mas em vós se encontra o perdão, / eu vos temo e em vós espero. – R.
    3. No Senhor ponho a minha espe­rança, / espero em sua palavra. / A mi­nha alma espera no Senhor / mais que o vigia pela aurora. – R.
    4. Espere Israel pelo Senhor / mais que o vigia pela aurora! / Pois no Senhor se encontra toda graça / e copiosa redenção. / Ele vem libertar a Israel / de toda a sua culpa. – R.
    Segunda Leitura: 2 Coríntios 4,13-5,1

    Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Ir­mãos, 13sustentados pelo mesmo espírito de fé, conforme o que está escrito: “Eu creio e, por isso, falei”, nós tam­bém cremos e, por isso, falamos, 14certos de que aquele que ressus­citou o Senhor Jesus nos ressus­citará também com Jesus e nos colocará ao seu lado, juntamente convosco. 15E tudo isso é por causa de vós, para que a abundância da graça em um número maior de pessoas faça crescer a ação de graças para a glória de Deus. 16Por isso, não desa­nimamos. Mesmo se o nosso ho­mem exterior se vai arruinando, o nosso homem interior, pelo contrário, vai-se renovando dia a dia. 17Com efeito, o volume insigni­fi­cante de uma tribulação momen­tâ­nea acarreta para nós uma glória eterna e incomensurável. 18E isso acontece porque vol­tamos os nossos olhares para as coi­sas invisíveis e não para as coisas visíveis. Pois o que é visível é pas­sageiro, mas o que é invisível é eterno. 5,1De fato, sabemos que, se a tenda em que moramos neste mundo for destruída, Deus nos dá uma outra moradia no céu que não é obra de mãos humanas, mas é eterna. – Palavra do Senhor.

    Evangelho: Marcos 3,20-35

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os seus dis­cípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os pa­rentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. 22Os mestres da lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que pelo príncipe dos demônios ele ex­pulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que satanás pode expulsar a satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se satanás se levanta con­tra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte, para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só de­pois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfe­mar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso porque diziam: “Ele está pos­suído por um espírito mau”. 31Nisso chegaram sua mãe e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33Ele respondeu: “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” 34E olhando para os que estavam sen­tados ao seu redor, disse: “Aqui es­tão minha mãe e meus irmãos. 35Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. – Palavra da salvação.

    Reflexão:

    Diante da prática de Jesus, salta aos olhos uma interrogação: Quem é ele? Fala com autoridade, suas palavras fascinam e amedrontam; as multidões o procuram, outros o rejeitam; expulsa demônios, faz curas. Muitos procuram desacreditá-lo, dizendo que está possuído de um poder diabólico. Até seus familiares o consideram louco. Por fim, sem desprezar ou negar os vínculos familiares, propõe novo modelo de família: pessoas que vivem a fraternidade e o amor, fortalecidas pela palavra de Deus. Cumprir a vontade do Pai está acima de qualquer coisa, até da própria família de sangue. Os laços familiares e os outros vínculos não são fundamentais; qualquer pessoa que adere a Jesus e compartilha seus ideais faz parte de sua família, formando uma fraternidade universal. Para ser irmão de Jesus, não há privilégios estabelecidos. A fidelidade a Jesus nos torna irmãos e irmãs dele. O projeto de Jesus deseja vida digna para todos, quem se coloca fora desse projeto, coloca-se fora da graça de Deus e do perdão.

  • São Barnabé, Apóstolo . Memória

    (Vermelho, Prefácio dos Apóstolos – Ofício da Memória)

    Antífona de entrada
    Feliz foi Barnabé, santo de Deus, que mereceu ser contado entre os apóstolos. Era na verdade um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé (At 11,24).

    Oração do Dia
    Ó Deus, que designastes são Barnabé, cheio de fé e do Espírito Santo, para converter as nações, fazei que a vossa Igreja anuncie por palavras e atos o evangelho de Cristo que ele proclamou intrepidamente. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    1a Leitura – Atos 11,21- 26; 13,1-3
    Leitura dos Atos dos Apóstolos.
    Naqueles dias, 11 21 A mão do Senhor estava com eles e grande foi o número dos que receberam a fé e se converteram ao Senhor.
    22 A notícia dessas coisas chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém. Enviaram então Barnabé até Antioquia.
    23 Ao chegar lá, alegrou-se, vendo a graça de Deus, e a todos exortava a perseverar no Senhor com firmeza de coração,
    24 pois era um homem de bem e cheio do Espírito Santo e de fé. Assim uma grande multidão uniu-se ao Senhor.
    25 Em seguida, partiu Barnabé para Tarso, à procura de Saulo. Achou-o e levou-o para Antioquia.
    26 Durante um ano inteiro eles tomaram parte nas reuniões da comunidade e instruíram grande multidão, de maneira que em Antioquia é que os discípulos, pela primeira vez, foram chamados pelo nome de cristãos. 13 1 Havia então na Igreja de Antioquia profetas e doutores, entre eles Barnabé, Simão, apelidado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, companheiro de infância do tetrarca Herodes, e Saulo.
    2 Enquanto celebravam o culto do Senhor, depois de terem jejuado, disse-lhes o Espírito Santo: “Separai-me Barnabé e Saulo para a obra a que os tenho destinado”.
    3 Então, jejuando e orando, impuseram-lhes as mãos e os despediram.
    Palavra do Senhor.

    Salmo – 97/98
    O Senhor fez conhecer seu poder salvador
    E, às nações, sua justiça.

    Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
    Porque ele fez prodígios!
    Sua mão e o seu braço forte e santo
    Alcançaram-lhe a vitória.

    O Senhor fez conhecer a salvação
    E, às nações, sua justiça;
    Recordou o seu amor sempre fiel
    Pela casa de Israel!

    Os confins do universo contemplam
    A salvação do nosso Deus.
    Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira,
    Alegrai-vos e exultai!

    Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa
    E da cítara suave!
    Aclamai, com os clarins e as trombetas,
    Ao Senhor, o nosso rei!

    Evangelho – Mt 10,7-13
    Aleluia, aleluia, aleluia. 
    Ide ao mundo e ensinai a todas as noções!
    Eis que eu estou convosco até o fim do mundo! (Mt 28,19s)

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
    Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 10 7 “Por onde andardes, anunciai que o Reino dos céus está próximo.
    8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. Recebestes de graça, de graça dai!
    9 Não leveis nem ouro, nem prata, nem dinheiro em vossos cintos,
    10 nem mochila para a viagem, nem duas túnicas, nem calçados, nem bastão; pois o operário merece o seu sustento.
    11 Nas cidades ou aldeias onde entrardes, informai-vos se há alguém ali digno de vos receber; ficai ali até a vossa partida.
    12 Entrando numa casa, saudai-a: ‘Paz a esta casa’.
    13 Se aquela casa for digna, descerá sobre ela vossa paz; se, porém, não o for, vosso voto de paz retornará a vós”.
    Palavra da Salvação.

    Oração Sobre as Oferendas
    Nós vos pedimos, ó Deus, que santifiqueis a vossa bênção as nossas oferendas; acendam elas em nós a caridade que impeliu São Barnabé a levar aos gentios a luz do evangelho. Por Cristo, nosso Senhor.

    Antífona de Comunhão
    Já não vos chamo servos, diz o Senhor, porque o servo não sabe o que faz o seu Senhor. Chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai (Jô 15,15).

    Depois da Comunhão
    Ao recebemos, ó Deus, o penhor da vida eterna, dai-nos gozar, na vossa luz, o que celebramos, sob o véu do sacramento, em honra do apóstolo São Barnabé. Por Cristo, nosso Senhor.

    Reflexão sobre o Evangelho:
    (11/06/18 – Mateus 10,7-13) Os Apóstolos são aqueles que nos precederam no conhecimento e anúncio de Jesus Cristo. O Mestre os enviou para fazerem o bem por todas as partes da terra. Seu mandato permanece válido e se estende hoje para nós. Não podemos ficar fechados em nossos interesses egoístas, mas devemos sair para fazer o bem ao nosso próximo. O convite de Jesus é para que a nossa entrega seja feita de modo gratuito e livre como ele se entregou ao Pai por amor a nós, sem esperar recompensas ou elogios. Sejamos evangelizadores com a nossa vida em todos os lugares e em todo o tempo. Deus abençoe você!

  • 3ª-feira da 10ª Semana do Tempo Comum

    (Verde – Ofício do Dia)

    Antífona de entrada
    O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem poderia eu temer? O Senhor é o baluarte de minha vida, perante quem tremerei? Meus opressores e inimigos, são eles que vacilam e sucumbem (Sl 26,1s).

    Oração do Dia
    Ó Deus, fonte de todo bem, atendei ao nosso apelo e fazei-nos, por vossa inspiração, pensar o que é certo e realizá-lo com vossa ajuda. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

    1a Leitura – 1 Reis 17,7-16
    Leitura do primeiro livro dos Reis.

    17 7 Passado algum tempo, secou-se a torrente, porque não chovia mais na terra.
    8 Então o Senhor disse-lhe:
    9 “Vai para Sarepta de Sidon e fixa-te ali: ordenei a uma viúva desse lugar que te sustente”.
    10 Elias pôs-se a caminho para Sarepta. Chegando à porta da cidade, viu uma viúva que ajuntava lenha. Chamou-a e disse-lhe: “Por favor, vai buscar-me um pouco de água numa vasilha para que eu beba”.
    11 E indo ela buscar-lhe a água, gritou-lhe Elias: “Traze-me também um pedaço de pão”.
    12 “Pela vida de Deus”, respondeu a mulher, “não tenho pão cozido: só tenho um punhado de farinha na panela e um pouco de óleo na ânfora; estava justamente apanhando dois pedaços de lenha para preparar esse resto para mim e meu filho, a fim de o comermos, e depois morrermos”.
    13 Elias replicou: “Não temas; volta e faze como disseste; mas prepara-me antes com isso um pãozinho, e traze-mo; depois prepararás o resto para ti e teu filho.
    14 Porque eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: a farinha que está na panela não se acabará, e a ânfora de azeite não se esvaziará, até o dia em que o Senhor fizer chover sobre a face da terra”.
    15 A mulher foi e fez o que disse Elias. Durante muito tempo ela teve o que comer, e a sua casa, e Elias.
    16 A farinha não se acabou na panela nem se esgotou o óleo da ânfora, como o Senhor o tinha dito pela boca de Elias.
    Palavra do Senhor.
    Salmo – 4
    Sobre nós fazei brilhar o esplendor da vossa face!

    Quando eu chamo, respondei-me, ó meu Deus, minha justiça!
    Vós que soubestes aliviar-me nos momentos de aflição,
    atendei-me por piedade e escutai minha oração!
    Filhos dos homens, até quando fechareis o coração?
    Por que amais a ilusão e procurais a falsidade?

    Compreendei que nosso Deus faz maravilhas por seu servo
    que o Senhor me ouvirá quando lhe faço a minha prece!
    Se ficardes revoltados, não pequeis por vossa ira;
    meditai nos vossos leitos e calai o coração!

    Muitos há que se perguntam: “Quem nos dá felicidade?”
    Sobre nós fazei brilhar o esplendor de vossa face!
    Vós me destes, ó Senhor, mais alegria ao coração
    do que a outros na fartura do seu trigo e vinho novo.

    Evangelho – Mateus 5,13-16
    Aleluia, aleluia, aleluia.
    Vós sois a luz do mundo; brilhe a todos vossa luz. Vendo eles vossas obras, dêem glória ao Pai celeste! (Mt 5,16)

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
    5 13 Disse Jesus: “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
    14 Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
    15 nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
    16 Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus”.
    Palavra da Salvação.

    Oração Sobre as Oferendas
    Senhor nosso Deus, vede nossa disposição em vos servir e acolhei nossa oferenda, para que este sacrifício vos seja agradável e nos faça crescer na caridade. Por Cristo, nosso Senhor.

    Antífona de Comunhão
    Sois minha rocha, meu refúgio e salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga! (Sl 17,3)

    Depois da Comunhão
    Ó Deus, que curais nossos males, agir em nós por esta eucaristia, libertando-nos das más inclinações e orientando para o bem a nossa vida. Por Cristo, nosso Senhor.

  • 4ª-feira da 10ª Semana do Tempo Comum

    (Branco, Prefácio Comum ou dos Pastores – Ofício da Memória)

    Antífona de entrada
    Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus (Sl 23,5s).
    Oração do Dia
    Deus eterno e todo-poderoso, que destes santo Antônio ao vosso povo como insigne pregador e intercessor em todas as necessidades, fazei-nos, por seu auxílio, seguir os ensinamentos da vida cristã e sentir a vossa ajuda em todas as provações.

    1a Leitura – 1 Reis 18,20-39

    Leitura do primeiro livro dos Reis.
    18 20 Mandou Acab avisar a todos os israelitas e reuniu os profetas no monte Carmelo.
    21 Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: Até quando claudicareis dos dois pés? Se o Senhor é Deus, segui-o, mas se é Baal, segui a Baal! O povo nada respondeu.
    22 Elias continuou: “Eu sou o único dos profetas do Senhor que fiquei, enquanto os de Baal são quatrocentos e cinqüenta.
    23 Dê-se-nos, portanto, um par de novilhos: eles escolherão um, fá-lo-ão em pedaços, e o colocarão sobre a lenha, mas sem meter fogo por baixo; eu tomarei o outro novilho e pô-lo-ei sobre a lenha, sem meter fogo por baixo.
    24 Depois disso, invocareis o nome de vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor. Aquele que responder pelo fogo, esse será reconhecido como o (verdadeiro) Deus”. Todo o povo respondeu: “É boa a proposta”.
    25 Então disse Elias aos profetas de Baal: “Escolhei vós primeiro um novilho e preparai-o, porque sois mais numerosos, e invocai o vosso deus, mas não ponhais fogo”.
    26 Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e fizeram-no em pedaços. Em seguida, puseram-se a invocar o nome de Baal desde a manhã até o meio-dia, gritando: “Baal, responde-nos!” Mas não houve voz, nem resposta. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado.
    27 Sendo já meio-dia, Elias escarnecia-os, dizendo: “Gritai com mais força, pois (seguramente!) ele é deus; mas estará entretido em alguma conversa, ou ocupado, ou em viagem, ou estará dormindo… e isso o acordará”.
    28 Eles gritavam, com efeito, em alta voz, e retalhavam-se segundo o seu costume, com espadas e lanças, até se cobrirem de sangue.
    29 Passado o meio-dia, enquanto continuavam em seus transes proféticos, chegou a hora da oblação. Mas não houve voz, nem resposta, nem sinal algum de atenção.
    30 Então Elias disse ao povo: “Aproximai-vos de mim”, e todos se aproximaram. Elias reparou o altar demolido do Senhor.
    31 Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos saídas dos filhos de Jacó, a quem o Senhor dissera: “Tu te chamarás Israel”.
    32 E erigiu com essas pedras um altar ao Senhor. Fez em volta do altar uma valeta, com a capacidade de duas medidas de semente.
    33 Dispôs a lenha e colocou sobre ela o boi feito em pedaços.
    34 E disse: “Enchei quatro talhas de água e derramai-a em cima do holocausto e da lenha”. Depois disse: “Fazei isso segunda vez”. Tendo-o eles feito, disse: “Ainda uma terceira vez”. Eles obedeceram.
    35 A água correu em volta do altar e a valeta ficou cheia.
    36 Chegou a hora da oblação. O profeta Elias adiantou-se e disse: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, saibam todos hoje que sois o Deus de Israel, que eu sou vosso servo e que por vossa ordem fiz todas estas coisas.
    37 Ouvi-me, Senhor, ouvi-me: que este povo reconheça que vós, Senhor, sois Deus, e que sois vós que converteis os seus corações!”
    38 Então, subitamente, o fogo do Senhor baixou do céu e consumiu o holocausto, a lenha, as pedras, a poeira e até mesmo a água da valeta.
    39 Vendo isso, o povo prostrou-se com o rosto por terra, e exclamou: “O Senhor é Deus! O Senhor é Deus!”
    Palavra do Senhor.

    Salmo – 15/16
    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
    Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”.

    Multiplicam, no entanto, suas dores,
    os que correm para os deuses estrangeiros;
    seus sacrifícios sanguinários não partilho,
    nem seus nomes passarão pelos meus lábios.

    Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,
    meu destino está seguro em vossas mãos!
    Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,
    pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

    Vós me ensinais vosso caminho para a vida;
    junto a vós, felicidade sem limites,
    delícia eterna e alegria ao vosso lado!

    Evangelho – Mateus 5,17-19

    Aleluia, aleluia, aleluia.
    Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24,4s) 

    Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
    17 Disse Jesus: “Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.
    18 Pois em verdade vos digo: passará o céu e a terra, antes que desapareça um jota, um traço da lei.
    19 Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos céus”.
    Palavra da Salvação.

    Oração Sobre as Oferendas
    Sejam aceitos por vós, ó Deus, os frutos do nosso trabalho que trazemos ao vosso altar em honra de santo Antônio, e concedei que, livres da avidez dos bens terrenos, tenhamos em vós a única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

    Antífona de Comunhão
    Provai e vede como o Senhor é bom; feliz de quem nele encontra seu refúgio (Sl 33,9).

    Depois da Comunhão
    Ó Deus, pela força deste sacramento, conduzi-nos constantemente no vosso amor, a exemplo de santo Antônio, e completai, até a vinda de Cristo, a obra que começastes em nós. Por Cristo, nosso Senhor.

  • 5ª-feira da 10ª Semana do Tempo Comum

    (verde – ofício do dia)

    O Reino se concretiza nas relações cotidianas entre as pessoas. Não pode honrar a Deus quem odeia o próximo. O verdadeiro culto exige compromisso radical com a vida e a reconciliação com os irmãos.

    Primeira Leitura: 1 Reis 18,41-46

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 41Elias disse a Acab: “Sobe, come e bebe, porque já ouço o ruído de muita chuva”. 42Enquanto Acab subia para comer e beber, Elias subiu ao cume do Carmelo, prostrou-se por terra e pôs o rosto entre os joelhos. 43E disse ao seu servo: “Sobe e observa na direção do mar”. Ele subiu, observou e disse: “Não há nada”. Elias disse-lhe de novo: “Volta sete vezes”. 44À sétima vez o servo disse: “Eis que sobe do mar uma nuvem, pequena como a mão de um homem”. Então, Elias disse-lhe: “Vai dizer a Acab que prepare o carro e desça, para que a chuva não o detenha”. 45Nesse meio-tempo, o céu cobriu-se de nuvens escuras, soprou o vento e a chuva caiu torrencialmente. Acab subiu para o seu carro e partiu para Jezrael. 46A mão do Senhor esteve sobre Elias; e ele, cingindo os rins, correu adiante de Acab até a entrada de Jezrael. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 64(65)

    Ó Senhor, que o povo vos louve em Sião!

    1. Visitais a nossa terra com as chuvas, / e transborda de fartura. / Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, / e preparais o nosso trigo. – R.
    2. É assim que preparais a nossa terra: / vós a regais e aplainais, / os seus sulcos com a chuva amoleceis / e abençoais as sementeiras. – R.
    3. O ano todo coroais com vossos dons, † os vossos passos são fecundos; / transborda a fartura onde passais. / Brotam pastos no deserto, / as colinas se enfeitam de alegria. – R.
    Evangelho: Mateus 5,20-26

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20“Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da lei e dos fariseus, vós não entrareis no reino dos céus. 21Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22Eu, porém, vos digo, todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de tolo será condenado ao fogo do inferno. 23Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24deixa a tua oferta ali, diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26Em verdade eu te digo, dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. – Palavra da salvação.

    Reflexão:

    Como era a justiça dos doutores da Lei e dos fariseus? Consistia em fazer cumprir rigorosamente os preceitos das Escrituras. Era uma justiça fria, calculista, às vezes impiedosa. Exigiam do povo o que eles mesmos não cumpriam. A justiça que Jesus propõe e exige dos discípulos leva em conta a pessoa e seus anseios. A justiça do Reino ultrapassa a simples execução de leis e põe no centro a pessoa: as leis devem estar a serviço da pessoa. Para a glória de Deus. A velha justiça proibia o homicídio, ao passo que a nova justiça persegue o mal até suas raízes secretas no coração, onde nasce a ira, e combate suas menores manifestações, como as expressões de desprezo ou rancor (imbecil, idiota). Assim, o amor fraterno, em gestos de reconciliação, torna fecundo o culto que se presta a Deus.

  • 6ª-feira da 10ª Semana do Tempo Comum

    (verde – ofício do dia)

    Muitas vezes encontramos a Deus nos lugares e da forma que menos esperamos. Fazer experiência dele requer refrear o egoísmo e cumprir profundamente as exigências de fidelidade no amor.

    Primeira Leitura: 1 Reis 19,9.11-16

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, ao chegar a Horeb, o monte de Deus, 9o profeta Elias entrou numa gruta, onde passou a noite. E eis que a palavra do Senhor lhe foi dirigida nestes termos: 11“Sai e permanece sobre o monte diante do Senhor, porque o Senhor vai passar”. Antes do Senhor, porém, veio um vento impetuoso e forte, que desfazia as montanhas e quebrava os rochedos. Mas o Senhor não estava no vento. Depois do vento houve um terremoto. Mas o Senhor não estava no terremoto. 12Passado o terremoto, veio um fogo. Mas o Senhor não estava no fogo. E, depois do fogo, ouviu-se o murmúrio de uma leve brisa. 13Ouvindo isso, Elias cobriu o rosto com o manto, saiu e pôs-se à entrada da gruta. Ouviu, então, uma voz que dizia: “Que fazes aqui, Elias?” 14Ele respondeu: “Estou ardendo de zelo pelo Senhor, Deus todo-poderoso, porque os filhos de Israel abandonaram tua aliança, demoliram teus altares e mataram à espada teus profetas. Só eu escapei. Mas, agora, também querem matar-me”. 15O Senhor disse-lhe: “Vai e toma o teu caminho de volta, na direção do deserto de Damasco. Chegando lá, ungirás Hazael como rei da Síria. 16Unge também a Jeú, filho de Namsi, como rei de Israel, e a Eliseu, filho de Safat, de Abel-Meula, como profeta em teu lugar”. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 26(27)

    Senhor, é vossa face que eu procuro!

    1. Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo, / atendei por compaixão! / Meu coração fala convosco confiante, / é vossa face que eu procuro. – R.
    2. Não afasteis em vossa ira o vosso servo, / sois vós o meu auxílio! / Não me esqueçais nem me deixeis abandonado, / meu Deus e salvador! – R.
    3. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. / Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.
    Evangelho: Mateus 5,27-32

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 27“Ouvistes o que foi dito: ‘Não cometerás adultério’. 28Eu, porém, vos digo, todo aquele que olhar para uma mulher com o desejo de possuí-la já cometeu adultério com ela no seu coração. 29Se o teu olho direito é para ti ocasião de pecado, arranca-o e joga-o para longe de ti! De fato, é melhor perder um de teus membros do que todo o teu corpo ser jogado no inferno. 30Se a tua mão direita é para ti ocasião de pecado, corta-a e joga-a para longe de ti! De fato, é melhor perder um dos teus membros do que todo o teu corpo ir para o inferno. 31Foi dito também: ‘Quem se divorciar de sua mulher, dê-lhe uma certidão de divórcio’. 32Eu, porém, vos digo, todo aquele que se divorcia de sua mulher, a não ser por motivo de união irregular, faz com que ela se torne adúltera; e quem se casa com a mulher divorciada comete adultério”. – Palavra da salvação.

    Reflexão:

    As leis do Antigo Testamento eram tolerantes para o homem e severas para a mulher. De fato, a mulher era considerada uma espécie de propriedade que o homem adquiria, e assim ela passava a fazer parte dos seus bens. Agressiva desigualdade entre homem e mulher. Jesus, porém, coloca-os no mesmo plano. O adultério viola a vontade de Deus e as relações familiares e sociais. A união do homem e da mulher no matrimônio é expressão de amor, vem de Deus, não deve ser paixão egoísta. É o encontro de liberdades que se unem. Por isso, Jesus usa expressões fortes para indicar compromisso sério, evitando-se desvios egoístas. Às vezes são necessários “cortes” dolorosos para salvar e revigorar o amor mútuo. Trata-se aqui naturalmente de linguagem simbólica, uma vez que o adultério começa no coração.

  • Sábado da 10ª Semana do Tempo Comum

    Seguindo, com espírito profético, o caminho de Jesus, o cristão distingue-se pela verdade e autenticidade, não lhe sendo necessário recorrer ao nome de Deus para dar garantia da própria palavra.

    Primeira Leitura: 1 Reis 19,19-21

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 19o profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois o que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois, levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 15(16)

    O Senhor é a porção da minha herança.

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! / Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. / Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! – R.
    Eu bendigo o Senhor, que me aconselha / e até de noite me adverte o coração. / Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. – R.
    Eis por que meu coração está em festa, † minha alma rejubila de alegria / e até meu corpo no repouso está tranquilo; / pois não haveis de me deixar entregue à morte / nem vosso amigo conhecer a corrupção. – R.

    Evangelho: Mateus 5,33-37

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo, não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’ sim, e o vosso ‘não’ não. Tudo o que for além disso vem do maligno”. – Palavra da salvação.

    Reflexão:

    Na época de Jesus, provavelmente havia o costume de jurar por qualquer motivo. Ao jurar, a pessoa procurava dar credibilidade a suas afirmações, por vezes carregadas de falsidade. Jesus põe um ponto final nessa prática que pode comprometer a verdade: “Não jurem de maneira nenhuma”. E ensina seus discípulos a usar sinceridade e transparência: “Que o sim de vocês seja sim, e o não seja não”. Alerta bem atual para nossos relacionamentos muitas vezes impregnados de tapeações ou descaradas mentiras. Na sociedade, sobretudo no mundo dos negócios, há uma “moeda falsa” que corre solta: a desonestidade. Há gente que conta vantagem quando consegue iludir e prejudicar o próximo. Nesse universo falso e imoral nosso Mestre não entra.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • Sábado da 10ª Semana do Tempo Comum

    Seguindo, com espírito profético, o caminho de Jesus, o cristão distingue-se pela verdade e autenticidade, não lhe sendo necessário recorrer ao nome de Deus para dar garantia da própria palavra.

    Primeira Leitura: 1 Reis 19,19-21

    Leitura do primeiro livro dos Reis – Naqueles dias, 19o profeta Elias partiu dali e encontrou Eliseu, filho de Safat, lavrando a terra com doze juntas de bois; e ele mesmo conduzia a última. Elias, ao passar perto de Eliseu, lançou sobre ele o seu manto. 20Então Eliseu deixou os bois e correu atrás de Elias, dizendo: “Deixa-me primeiro ir beijar meu pai e minha mãe, depois te seguirei”. Elias respondeu: “Vai e volta! Pois o que te fiz eu?” 21Ele retirou-se, tomou a junta de bois e os imolou. Com a madeira do arado e da canga assou a carne e deu de comer à sua gente. Depois, levantou-se, seguiu Elias e pôs-se ao seu serviço. – Palavra do Senhor.

    Salmo Responsorial: 15(16)

    O Senhor é a porção da minha herança.

    Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! / Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. / Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, / meu destino está seguro em vossas mãos! – R.
    Eu bendigo o Senhor, que me aconselha / e até de noite me adverte o coração. / Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, / pois, se o tenho a meu lado, não vacilo. – R.
    Eis por que meu coração está em festa, † minha alma rejubila de alegria / e até meu corpo no repouso está tranquilo; / pois não haveis de me deixar entregue à morte / nem vosso amigo conhecer a corrupção. – R.

    Evangelho: Mateus 5,33-37

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33“Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34Eu, porém, vos digo, não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do grande rei. 36Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37Seja o vosso ‘sim’ sim, e o vosso ‘não’ não. Tudo o que for além disso vem do maligno”. – Palavra da salvação.

    Reflexão:

    Na época de Jesus, provavelmente havia o costume de jurar por qualquer motivo. Ao jurar, a pessoa procurava dar credibilidade a suas afirmações, por vezes carregadas de falsidade. Jesus põe um ponto final nessa prática que pode comprometer a verdade: “Não jurem de maneira nenhuma”. E ensina seus discípulos a usar sinceridade e transparência: “Que o sim de vocês seja sim, e o não seja não”. Alerta bem atual para nossos relacionamentos muitas vezes impregnados de tapeações ou descaradas mentiras. Na sociedade, sobretudo no mundo dos negócios, há uma “moeda falsa” que corre solta: a desonestidade. Há gente que conta vantagem quando consegue iludir e prejudicar o próximo. Nesse universo falso e imoral nosso Mestre não entra.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 11º Domingo do Tempo Comum

    A liturgia nos convida a depositar a confiança em Jesus, que lançou a semente do reino de Deus, e a colaborar para que essa semente cresça e produza frutos de amor, solidariedade e justiça. A páscoa do Senhor se manifesta na vida de cada pessoa que se abre à ação divina e nos pequenos gestos que revelam a presença do Reino no mundo. Agradecidos pela bondade de Deus, celebremos em comunhão com todos os que se mobilizam em favor do seu projeto.

     

    Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24

    Leitura da profecia de Ezequiel – 22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 91(92)

    Como é bom agradecermos ao Senhor.

    1. Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel a noite inteira. – R.
    2. O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão. – R.
    3. Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!” – R.

     

    Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10

    Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo para ir morar junto do Senhor. 9Por isso também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: Marcos 4,26-34

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Jesus anunciava sua mensagem em parábolas. Mas, como os próprios discípulos nem sempre as entendiam, o Mestre lhes explicava o conteúdo em particular. As parábolas revelam o segredo do Reino de Deus. O texto de hoje apresenta duas: a semente que cresce por si e a pequena semente de mostarda. A primeira diz que a semente é lançada à terra e cresce sem o agricultor entender como ela germina e brota. O ser humano acolhe e assimila a mensagem até ela dar fruto. Como a semente lançada à terra faz seu processo natural, assim é a mensagem de Jesus no coração das pessoas. Acolhida, a mensagem vai produzindo resultados. A segunda aponta o contraste entre a pequena semente de mostarda e o arbusto grande que ela produz. Aqui podemos perceber o aspecto social do reino. Ou seja, a partir dos pequenos gestos de amor, justiça, solidariedade, o reino vai se espalhando pela sociedade e oferece acolhida a toda pessoa que busca liberdade (os pássaros do céu).

     

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 11º Domingo do Tempo Comum

    A liturgia nos convida a depositar a confiança em Jesus, que lançou a semente do reino de Deus, e a colaborar para que essa semente cresça e produza frutos de amor, solidariedade e justiça. A páscoa do Senhor se manifesta na vida de cada pessoa que se abre à ação divina e nos pequenos gestos que revelam a presença do Reino no mundo. Agradecidos pela bondade de Deus, celebremos em comunhão com todos os que se mobilizam em favor do seu projeto.

     

    Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24

    Leitura da profecia de Ezequiel – 22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 91(92)

    Como é bom agradecermos ao Senhor.

    1. Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel a noite inteira. – R.
    2. O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão. – R.
    3. Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!” – R.

     

    Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10

    Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo para ir morar junto do Senhor. 9Por isso também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: Marcos 4,26-34

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Jesus anunciava sua mensagem em parábolas. Mas, como os próprios discípulos nem sempre as entendiam, o Mestre lhes explicava o conteúdo em particular. As parábolas revelam o segredo do Reino de Deus. O texto de hoje apresenta duas: a semente que cresce por si e a pequena semente de mostarda. A primeira diz que a semente é lançada à terra e cresce sem o agricultor entender como ela germina e brota. O ser humano acolhe e assimila a mensagem até ela dar fruto. Como a semente lançada à terra faz seu processo natural, assim é a mensagem de Jesus no coração das pessoas. Acolhida, a mensagem vai produzindo resultados. A segunda aponta o contraste entre a pequena semente de mostarda e o arbusto grande que ela produz. Aqui podemos perceber o aspecto social do reino. Ou seja, a partir dos pequenos gestos de amor, justiça, solidariedade, o reino vai se espalhando pela sociedade e oferece acolhida a toda pessoa que busca liberdade (os pássaros do céu).

     

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 11º Domingo do Tempo Comum

    A liturgia nos convida a depositar a confiança em Jesus, que lançou a semente do reino de Deus, e a colaborar para que essa semente cresça e produza frutos de amor, solidariedade e justiça. A páscoa do Senhor se manifesta na vida de cada pessoa que se abre à ação divina e nos pequenos gestos que revelam a presença do Reino no mundo. Agradecidos pela bondade de Deus, celebremos em comunhão com todos os que se mobilizam em favor do seu projeto.

     

    Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24

    Leitura da profecia de Ezequiel – 22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 91(92)

    Como é bom agradecermos ao Senhor.

    1. Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel a noite inteira. – R.
    2. O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão. – R.
    3. Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!” – R.

     

    Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10

    Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo para ir morar junto do Senhor. 9Por isso também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: Marcos 4,26-34

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Jesus anunciava sua mensagem em parábolas. Mas, como os próprios discípulos nem sempre as entendiam, o Mestre lhes explicava o conteúdo em particular. As parábolas revelam o segredo do Reino de Deus. O texto de hoje apresenta duas: a semente que cresce por si e a pequena semente de mostarda. A primeira diz que a semente é lançada à terra e cresce sem o agricultor entender como ela germina e brota. O ser humano acolhe e assimila a mensagem até ela dar fruto. Como a semente lançada à terra faz seu processo natural, assim é a mensagem de Jesus no coração das pessoas. Acolhida, a mensagem vai produzindo resultados. A segunda aponta o contraste entre a pequena semente de mostarda e o arbusto grande que ela produz. Aqui podemos perceber o aspecto social do reino. Ou seja, a partir dos pequenos gestos de amor, justiça, solidariedade, o reino vai se espalhando pela sociedade e oferece acolhida a toda pessoa que busca liberdade (os pássaros do céu).

     

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 11º Domingo do Tempo Comum

    A liturgia nos convida a depositar a confiança em Jesus, que lançou a semente do reino de Deus, e a colaborar para que essa semente cresça e produza frutos de amor, solidariedade e justiça. A páscoa do Senhor se manifesta na vida de cada pessoa que se abre à ação divina e nos pequenos gestos que revelam a presença do Reino no mundo. Agradecidos pela bondade de Deus, celebremos em comunhão com todos os que se mobilizam em favor do seu projeto.

     

    Primeira Leitura: Ezequiel 17,22-24

    Leitura da profecia de Ezequiel – 22Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo tirarei um galho da copa do cedro, do mais alto de seus ramos arrancarei um broto e o plantarei sobre um monte alto e elevado. 23Vou plantá-lo sobre o alto monte de Israel. Ele produzirá folhagem, dará frutos e se tornará um cedro majestoso. Debaixo dele pousarão todos os pássaros, à sombra de sua ramagem as aves farão ninhos. 24E todas as árvores do campo saberão que eu sou o Senhor, que abaixo a árvore alta e elevo a árvore baixa; faço secar a árvore verde e brotar a árvore seca. Eu, o Senhor, digo e faço”. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 91(92)

    Como é bom agradecermos ao Senhor.

    1. Como é bom agradecermos ao Senhor / e cantar salmos de louvor ao Deus altíssimo! / Anunciar pela manhã vossa bondade, / e o vosso amor fiel a noite inteira. – R.
    2. O justo crescerá como a palmeira, / florirá igual ao cedro que há no Líbano; / na casa do Senhor estão plantados, / nos átrios de meu Deus florescerão. – R.
    3. Mesmo no tempo da velhice darão frutos, / cheios de seiva e de folhas verdejantes; / e dirão: “É justo mesmo o Senhor Deus: / meu rochedo, não existe nele o mal!” – R.

     

    Segunda Leitura: 2 Coríntios 5,6-10

    Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios – Irmãos, 6estamos sempre cheios de confiança e bem lembrados de que, enquanto moramos no corpo, somos peregrinos longe do Senhor; 7pois caminhamos na fé e não na visão clara. 8Mas estamos cheios de confiança e preferimos deixar a moradia do nosso corpo para ir morar junto do Senhor. 9Por isso também nos empenhamos em ser agradáveis a ele, quer estejamos no corpo, quer já tenhamos deixado essa morada. 10Aliás, todos nós temos de comparecer às claras perante o tribunal de Cristo, para cada um receber a devida recompensa – prêmio ou castigo – do que tiver feito ao longo de sua vida corporal. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: Marcos 4,26-34

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 26Jesus disse à multidão: “O reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31O reino de Deus é como um grão de mostarda, que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Jesus anunciava sua mensagem em parábolas. Mas, como os próprios discípulos nem sempre as entendiam, o Mestre lhes explicava o conteúdo em particular. As parábolas revelam o segredo do Reino de Deus. O texto de hoje apresenta duas: a semente que cresce por si e a pequena semente de mostarda. A primeira diz que a semente é lançada à terra e cresce sem o agricultor entender como ela germina e brota. O ser humano acolhe e assimila a mensagem até ela dar fruto. Como a semente lançada à terra faz seu processo natural, assim é a mensagem de Jesus no coração das pessoas. Acolhida, a mensagem vai produzindo resultados. A segunda aponta o contraste entre a pequena semente de mostarda e o arbusto grande que ela produz. Aqui podemos perceber o aspecto social do reino. Ou seja, a partir dos pequenos gestos de amor, justiça, solidariedade, o reino vai se espalhando pela sociedade e oferece acolhida a toda pessoa que busca liberdade (os pássaros do céu).

     

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 6ª-feira da 11ª Semana do Tempo Comum

    A sociedade impõe a necessidade de acúmulo, incitando a desviar o sentido da vida para os objetos desejados. O olhar educado na Palavra e na Eucaristia conduz o coração para o fundamental.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 11,1-4.9-18.20

    Leitura do segundo livro dos Reis – Naqueles dias, 1quando Atália, mãe de Ocozias, soube que o filho estava morto, pôs-se a exterminar toda a família real. 2Mas Josaba, filha do rei Jorão e irmã de Ocozias, raptou o filho dele, Joás, 3do meio dos filhos do rei, que iriam ser massacrados, e colocou-o, com sua ama, no quarto de dormir. Assim, escondeu-o de Atália, e ele não foi morto. 3E ele ficou seis anos com ela, escondido no templo do Senhor, enquanto Atália reinava no país. 4No sétimo ano, Joiada mandou chamar os centuriões dos quereteus e da escolta e introduziu-os consigo no templo do Senhor. Fez com eles um contrato, mandou que prestassem juramento no templo do Senhor e mostrou-lhes o filho do rei. 9Os centuriões fizeram tudo o que o sacerdote Joiada lhes tinha ordenado. Cada um reuniu seus homens, tanto os que entravam de serviço no sábado como os que saíam. Vieram para junto do sacerdote Joiada, 10e este entregou aos centuriões as lanças e os escudos de Davi, que estavam no templo do Senhor. 11Em seguida, os homens da escolta, de armas na mão, tomaram posição a partir do lado direito do templo até o esquerdo, entre o altar e o templo, em torno do rei. 12Então Joiada apresentou o filho do rei, cingiu-o com o diadema e entregou-lhe o documento da aliança. E proclamaram-no rei, deram-lhe a unção e, batendo palmas, aclamaram: “Viva o rei!” 13Ouvindo os gritos do povo, Atália veio em direção da multidão no templo do Senhor. 14Quando viu o rei de pé sobre o estrado, segundo o costume, os chefes e os trombeteiros do rei junto dele e todo o povo do país exultando de alegria e tocando as trombetas, Atália rasgou suas vestes e bradou: “Traição! Traição!” 15Então o sacerdote Joiada ordenou aos centuriões que comandavam a tropa: “Levai-a para fora do recinto do templo e, se alguém a seguir, seja morto à espada”. Pois o sacerdote havia dito: “Não seja morta dentro do templo do Senhor”. 16Agarraram-na e levaram-na aos empurrões pelo caminho da porta dos Cavalos até o palácio, e ali foi morta. 17Em seguida, Joiada fez uma aliança entre o Senhor, o rei e o povo, pela qual este se comprometia a ser o povo do Senhor. Fez também uma aliança entre o rei e o povo. 18Todo o povo do país dirigiu-se depois ao templo de Baal e demoliu-o. Destruíram totalmente os altares e as imagens e mataram Matã, sacerdote de Baal, diante dos altares. E o sacerdote Joiada pôs guardas na casa do Senhor. 20Todo o povo do país o festejou e a cidade manteve-se calma. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 131(132)

    O Senhor preferiu Jerusalém por sua morada.

    1. O Senhor fez a Davi um juramento, / uma promessa que jamais renegará: / “Um herdeiro que é fruto do teu ventre / colocarei sobre o trono em teu lugar! – R.
    2. Se teus filhos conservarem minha aliança / e os preceitos que lhes dei a conhecer, / os filhos deles igualmente hão de sentar-se / eternamente sobre o trono que te dei!” – R.
    3. Pois o Senhor quis para si Jerusalém / e a desejou para que fosse sua morada: / “Eis o lugar do meu repouso para sempre, / eu fico aqui: este é o lugar que preferi!” – R.
    4. “De Davi farei brotar um forte herdeiro, / acenderei ao meu ungido uma lâmpada. / Cobrirei de confusão seus inimigos, / mas sobre ele brilhará minha coroa!” – R.

     

    Evangelho: Mateus 6,19-23

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19“Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e os ladrões assaltam e roubam. 20Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem nem os ladrões assaltam e roubam. 21Porque onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Acumular bens materiais é falta de bom senso. É trabalhar por algo perecível. O tempo, a ferrugem, as traças e os ladrões consomem as coisas que a pessoa ajuntou, não raro com desgaste da saúde ou preocupações excessivas. Não vale a pena. Melhor investir a vida, que aliás passa veloz, em valores como a fé, a justiça e a fraternidade. Olho bom, ou sadio, aplica-se à pessoa que, de bom grado, partilha seus bens com os necessitados. Esta é a proposta do Reino de Jesus. A pessoa generosa é cheia de luz. Olho ruim, ou doente, refere-se à pessoa mesquinha e invejosa, apegada a seus pertences. Essa pessoa é aliada da sociedade injusta e exploradora. Seu interior é escuridão. Todo cristão precisa deixar-se iluminar pela palavra de Deus, que lhe aponta o equilíbrio na administração dos bens.

     

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • Sábado da 11ª Semana do Tempo Comum

    Quando libertos de preocupações e valores vazios, podemos valorizar o tempo presente e estar atentos às nossas responsabilidades cristãs, sem angústias e aflições desnecessárias.

     

    Primeira Leitura: 2 Crônicas 24,17-25

    Leitura do segundo livro das Crônicas – 17Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime. 19O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”. 21Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no à pedrada por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor. 22O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco. 24Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 88(89)

    Guardarei eternamente para ele a minha graça!

    1. “Eu firmei uma aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: / Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração garantirei o teu reinado!” – R.
    2. “Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha aliança indissolúvel. / Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, / e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar. – R.
    3. Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei / e deixarem de andar pelos caminhos da aliança; / se, pecando, violarem minhas justas prescrições / e se não obedecerem aos meus santos mandamentos. – R.
    4. Eu, então, castigarei os seus crimes com a vara, / com açoites e flagelos punirei as suas culpas. / Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor / e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.” – R.

     

    Evangelho: Mateus 6,24-34

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro. 25Por isso eu vos digo, não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com o vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros? 27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida só pelo fato de se preocupar com isso? 28E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29Porém eu vos digo, nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé? 31Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ‘O que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?’ 32Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Os conselhos de Jesus certamente não são convite à preguiça ou à inércia. Sabemos que Deus confiou ao ser humano a organização da sociedade. E é constante a luta do povo por melhores condições de vida. É natural também que os pais se preocupem com o futuro de seus filhos. Tudo isso está dentro do bom uso dos bens terrenos. Todo grupo humano requer boa administração, para que ninguém fique à margem ou viva na penúria. Trata-se, pois, de ocupar-se e não de preocupar-se de modo exagerado. Sábia é a palavra do Senhor: “Busquem primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas essas coisas ficarão garantidas para vocês”. Se houver espírito de partilha e empenho de vida abundante para todos, então não haverá lugar para oprimidos e famintos, nem para prepotentes e opressores.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • Natividade de São João Batista . Solenidade

    Louvemos o Senhor, que suscitou João Batista para preparar os caminhos que o Jesus iria trilhar. O nascimento do precursor assinala a chegada dos tempos messiânicos, quando a esterilidade se torna fecundidade e a mudez, exuberância profética. Na liturgia encontramos a força para anunciar, a exemplo de são João Batista, a salvação de Deus que se realiza em Cristo.

     

    Primeira Leitura: Isaías 49,1-6

    Leitura do livro do profeta Isaías – 1Nações marinhas, ouvi-me; povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E, agora, diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor, esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até os confins da terra”. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 138(139)

    louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes!

    1. Senhor, vós me sondais e conheceis, † sabeis quando me sento ou me levanto; / de longe penetrais meus pensamentos; / percebeis quando me deito e quando eu ando, / os meus caminhos vos são todos conhecidos. – R.
    2. Fostes vós que me formastes as entranhas, / e no seio de minha mãe vós me tecestes. / Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, / porque de modo admirável me formastes! – R.
    3. Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; / nem uma sequer de minhas fibras ignoráveis / quando eu era modelado ocultamente, / era formado nas entranhas subterrâneas. – R.

     

    Segunda Leitura: Atos 13,22-26

    Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, Paulo disse: 22“Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um salvador, que é Jesus. 24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede, depois de mim vem aquele do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada essa mensagem de salvação”. – Palavra do Senhor.

     

    Evangelho: Lucas 1,57-66.80

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – 57Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”. 61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até o dia em que se apresentou publicamente a Israel. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Na solenidade da natividade de João Batista, o evangelho não podia ser outro. Ele nos traz justamente o relato do nascimento do precursor, que tem muitos traços em comum com o do nascimento de Jesus. O nascimento de João é uma bênção para os pais, já idosos e Isabel estéril, e motivo de alegria para a vizinhança. Ainda hoje são João é celebrado com muita festa e alegria pelo povo brasileiro. O nome João, proposto pela mãe e confirmado pelo pai, significa “Deus é misericórdia”. Com a chegada de João, Deus confirma sua misericórdia para com os pobres. Eles são os portadores do amor misericordioso de Deus Pai. Lá nas periferias, longe do centro político e religioso, nasce a esperança do povo. Com o aparecimento de uma criança, surgem a esperança e a dúvida, o que será dessa criança? Sim, essa criança será o futuro anunciador da misericórdia divina e o precursor do Messias. Ele cresce e se fortalece no Espírito do Senhor e, no deserto, se prepara para assumir sua missão, que era preparar o povo para a chegada de Jesus. Abre os caminhos para que o Mestre chegue.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 2ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

    Fomos criados para amar e não para condenar; não somos juízes, mas irmãos. Quando nos achamos melhores que os outros, julgamento e condenação acabam fazendo parte do nosso cotidiano.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 17,5-8.13-15.18

    Leitura do segundo livro dos Reis – Naqueles dias, 5Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6No nono ano de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7Isso aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses. 8Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”. 14Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15Desprezaram as suas leis e a aliança que tinha feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 59(60)

    Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!

    1. Rejeitastes, ó Deus, vosso povo † e arrasastes as nossas fileiras; / vós estáveis irado: voltai-vos! – R.
    2. Abalastes, partistes a terra, / reparai suas brechas, pois treme. / Duramente provastes o povo, / e um vinho atordoante nos destes. – R.
    3. Quem me leva à cidade segura, / e a Edom quem me vai conduzir, / se vós, Deus, rejeitais vosso povo / e não mais conduzis nossas tropas? – R.
    4. Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; / nada vale o socorro dos homens! / Mas com Deus nós faremos proezas, / e ele vai esmagar o opressor. – R.

     

    Evangelho: Mateus 7,1-5

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Não julgueis e não sereis julgados. 2Pois vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos com a mesma medida com que medirdes. 3Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4Ou como podes dizer ao teu irmão: ‘Deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Jesus puxa um assunto de extrema atualidade. As imagens do cisco e da trave são tão claras e eloquentes, que todos podem compreender. Nossa visão é enganosa: vemos, com lentes de aumento, os defeitos alheios, ao passo que escondemos os nossos. Contra essa tendência maligna é que Jesus nos adverte. Não temos condições para julgar ninguém de modo justo; somente Deus conhece o íntimo das pessoas. Então é necessário empenhar-nos a fim de corrigir nossos erros. Isso é exigente. Requer constante exame de consciência e profundo desejo de conversão. Lembramos, enfim, que os defeitos alheios que nos irritam são os nossos próprios defeitos. Preciosa indicação para sabermos o que aperfeiçoar em nós. Somos imperfeitos. Caminhamos confiando-nos à misericórdia de Deus.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 3ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

    Deus ouve as preces dos que se dirigem a ele. De nossa parte, cabe o cuidado de fazer aos outros o que gostamos que nos façam, atendendo de maneira ativa e positiva ao mandamento do amor.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 19,9-11.14-21.31-36

    Leitura do segundo livro dos Reis – Naqueles dias, 9Senaquerib, rei da Assíria, enviou de novo mensageiros a Ezequias para dizer-lhe: 10“Não te seduza o teu Deus, em quem confias, pensando: ‘Jerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assírios’. 11Porque tu mesmo tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações e como as devastaram. Só tu te vais salvar?” 14Ezequias tomou a carta da mão dos mensageiros e leu-a. Depois subiu ao templo do Senhor, estendeu a carta diante do Senhor 15e, na presença do Senhor, fez a seguinte oração: “Senhor, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins! Tu és o único Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste o céu e a terra. 16Inclina o teu ouvido, Senhor, e ouve. Abre, Senhor, os teus olhos e vê. Ouve todas as palavras de Senaquerib, que mandou emissários para insultar o Deus vivo. 17É verdade, Senhor, que os reis da Assíria devastaram as nações e seus territórios; 18lançaram os seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, de madeira e pedra; por isso os puderam destruir. 19Mas agora, Senhor, nosso Deus, livra-nos de suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus”. 20Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a prece que me dirigiste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria. 21Eis o que o Senhor disse dele: ‘A virgem filha de Sion despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça nas tuas costas. 31Pois um resto sairá de Jerusalém, e sobreviventes, do monte Sião. Eis o que fará o zelo do Senhor todo-poderoso’. 32Por isso, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: ‘Ele não entrará nesta cidade, nem lançará nenhuma flecha contra ela, nem a assaltará com escudo, nem a cercará com trincheira alguma. 33Pelo caminho por onde veio há de voltar e não entrará nesta cidade, diz o Senhor. 34Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e ao meu servo Davi’”. 35Naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor e exterminou no acampamento assírio cento e oitenta e cinco mil homens. 36Senaquerib, rei da Assíria, levantou acampamento e partiu. Voltou para Nínive e aí permaneceu. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 47(48)

    O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

    1. Grande é o Senhor e muito digno de louvores / na cidade onde ele mora; / seu monte santo, esta colina encantadora / é a alegria do universo. – R.
    2. Monte Sião, no extremo norte situado, / és a mansão do grande rei! / Deus revelou-se, em suas fortes cidadelas, / um refúgio poderoso. – R.
    3. Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade / em meio ao vosso templo; / com vosso nome vai também vosso louvor / aos confins de toda a terra. – R.

     

    Evangelho: Mateus 7,6.12-14

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas nem atireis vossas pérolas aos porcos, para que eles não as pisem com os pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a lei e os profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram!” – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    O que é sagrado – símbolos, ritos, coisas – entra na esfera de Deus e precisa ser respeitado. Pessoas sem religião por vezes abusam dos símbolos sagrados de outras crenças. Isso é ignorância e desrespeito. Pior ainda é quando o próprio Deus é objeto de blasfêmia. Isso então é intolerável. Jesus resgata, em chave positiva, um princípio comum a muitas culturas: “Façam às pessoas o mesmo que vocês desejam que elas façam a vocês”. É um impulso à prática do amor sem medida. Porta estreita e caminho apertado representam o Reino de Deus. É uma escolha que provoca perseguições. No entanto, é este é “o caminho que leva para a vida”. A porta larga se abre para um caminho espaçoso, sem Deus. Aí impera o egoísmo, e a pessoa, insensível às necessidades alheias, afunda nos bens terrenos. Vida perdida.

  • 4ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

    s cristãos autênticos se fazem conhecer por suas obras, sobretudo pelo anúncio e vivência da justiça e da caridade. O Senhor nos ensine a seguir seus caminhos.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 22,8-13; 23,1-3

    Leitura do segundo livro dos Reis – Naqueles dias, 8o sumo sacerdote Helcias disse ao secretário Safã: “Achei o livro da lei na casa do Senhor!” Helcias deu o livro a Safã, que também o leu. 9Então o secretário Safã foi à presença do rei e fez-lhe um relatório nestes termos: “Os teus servos juntaram o dinheiro que se achou no templo e entregaram-no aos empreiteiros encarregados do templo do Senhor”. 10Em seguida, o secretário Safã comunicou ao rei: “O sacerdote Helcias entregou-me um livro”. E Safã leu-o diante do rei. 11Ao ouvir as palavras do livro da lei, o rei rasgou as suas vestes. 12E ordenou ao sacerdote Helcias, a Aicam, filho de Safã, a Acobor, filho de Miqueias, ao secretário Safã e a Asaías, ministro do rei: 13“Ide e consultai o Senhor a meu respeito, a respeito do povo e de todo Judá, sobre as palavras deste livro que foi encontrado. Grande deve ser a ira do Senhor que se inflamou contra nós, porque nossos pais não obedeceram às palavras deste livro nem puseram em prática tudo o que nos fora prescrito”. 23,1Então o rei mandou que se apresentassem diante dele todos os anciãos de Judá e de Jerusalém. 2E subiu ao templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, os profetas e todo o povo, do maior ao menor. Leu diante deles todo o conteúdo do livro da aliança que tinha sido achado na casa do Senhor. 3De pé, sobre o seu estrado, o rei concluiu a aliança diante do Senhor, obrigando-se a seguir o Senhor e a observar seus mandamentos, preceitos e decretos, de todo o seu coração e de toda a sua alma, cumprindo as palavras da aliança escritas naquele livro. E todo o povo aderiu à aliança. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 118(119)

    Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!

    1. Ensinai-me a viver vossos preceitos; / quero guardá-los fielmente até o fim! – R.
    2. Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei, / e de todo o coração a guardarei. – R.
    3. Guiai meus passos no caminho que traçastes, / pois só nele encontrarei felicidade. – R.
    4. Inclinai meu coração às vossas leis, / e nunca ao dinheiro e à avareza. – R.
    5. Desviai o meu olhar das coisas vãs, / dai-me a vida pelos vossos mandamentos! – R.
    6. Como anseio pelos vossos mandamentos! / Dai-me a vida, ó Senhor, porque sois justo! – R.

     

    Evangelho: Mateus 7,15-20

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Cuidado com os falsos profetas: eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. 16Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? 17Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má produz frutos maus. 18Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. 19Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. 20Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    O alerta de Jesus vale tanto para os membros da comunidade cristã, quanto para os de fora. Tradicionalmente, profeta é quem fala em nome de Deus. O verdadeiro profeta se dispõe a dar a vida por Deus a quem ele serve. O falso profeta, porém, pode até ser brilhante e convincente no modo de se comunicar, mas o faz em defesa dos próprios interesses. Como distinguir entre o falso e o verdadeiro profeta? Como evitar ser engambelado pelo falso profeta? A saída é conferir o modo de vida dele. Como trata a família; qual é a qualidade de sua relação com Deus; se habitualmente prejudica o empregador; se explora o empregado: estes são alguns critérios que mostram se ele é pessoa honesta e confiável. Cabe um exame de consciência para certificar-nos até que ponto somos profetas autênticos.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 5ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

    Irineu (Esmirna, atual Turquia, 130 – Gália, atual França, 202), discípulo de são Policarpo e bispo de Lião, incansável mestre e testemunha da tradição apostólica, é considerado o último representante da geração dos apóstolos e o primeiro teólogo da Igreja. Sua sabedoria e seu espírito conciliador nos ajudem em nossa caminhada de fé.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 24,8-17

    Leitura do segundo livro dos Reis – 8Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém, e a cidade foi sitiada. 11Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam. 12Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros. Isso aconteceu no oitavo ano do seu reinado. 13Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país. 15Deportou Joaquim para a Babilônia e, do mesmo modo, exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país. 16Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros, em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 78(79)

    Por vosso nome e vossa glória, / libertai-nos, ó Senhor!

    1. Invadiram vossa herança os infiéis, † profanaram, ó Senhor, o vosso templo, / Jerusalém foi reduzida a ruínas! / Lançaram aos abutres, como pasto, / os cadáveres dos vossos servidores; / e às feras da floresta entregaram / os corpos dos fiéis, vossos eleitos. – R.
    2. Derramaram o seu sangue como água † em torno das muralhas de Sião, / e não houve quem lhes desse sepultura! / Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, † um objeto de desprezo e zombaria / para os povos e àqueles que nos cercam. / Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? † Conservareis eternamente a vossa ira? / Como fogo arderá a vossa cólera? – R.
    3. Não lembreis as nossas culpas do passado, † mas venha logo sobre nós vossa bondade, / pois estamos humilhados em extremo. / Ajudai-nos, nosso Deus e salvador! † Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! / Por vosso nome, perdoai nossos pecados! – R.

     

    Evangelho: Mateus 7,21-29

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’ entrará no reino dos céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres?’ 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal. 24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    O Reino de Deus não é uma diversão. É realidade que empenha a vida toda. Dele se participa não só com palavras, ainda que sejam santas, mas criando o reino da justiça que Deus quer. O primeiro a entregar sua vida pelo Reino foi Jesus, que cumpriu plenamente a vontade do Pai. Quem se faz discípulo de Jesus deve seguir seus passos, ouvir e pôr em prática suas palavras. Este estará edificando sua casa (vida) sobre rocha inabalável, o próprio Cristo. Ninguém se iluda. Não basta falar fluentemente sobre a doutrina cristã ou cantar belos hinos religiosos. No final, pode haver tremenda decepção: “Não conheço vocês”. O que conta é assumir o compromisso com Jesus e seu Reino. Isso supõe concretamente a prática da justiça e do amor a Deus e ao próximo. Ações que transformam a realidade.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • 6ª-feira da 12ª Semana do Tempo Comum

    Uma comunidade fraca e doente, sem a força da Palavra de Deus, acaba exilada do caminho da vida. A Palavra e a presença do Senhor têm o poder de transformar as situações de sofrimento em alegria.

     

    Primeira Leitura: 2 Reis 25,1-12

    Leitura do segundo livro dos Reis – 1No nono ano do reinado de Sedecias, no dia dez do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio atacar Jerusalém com todo o seu exército. Puseram-lhe um cerco e construíram torres de assalto ao seu redor. 2A cidade ficou sitiada e rodeada de valas até o décimo primeiro ano do reinado de Sedecias. 3No dia nove do quarto mês, quando a fome se agravava na cidade e a população não tinha mais o que comer, 4abriram uma brecha na muralha da cidade. Então o rei fugiu de noite, com todos os guerreiros, pela porta entre os dois muros, perto do jardim real, se bem que os caldeus cercavam a cidade, e seguiram pela estrada que conduz à Araba. 5Mas o exército dos caldeus perseguiu o rei e alcançou-o na planície de Jericó, enquanto todo o seu exército se dispersou e o abandonou. 6Os caldeus prenderam o rei e levaram-no a Rebla, à presença do rei da Babilônia, que pronunciou sentença contra ele. 7Matou os filhos de Sedecias na sua presença, vazou-lhe os olhos e, preso com uma corrente de bronze, levou-o para a Babilônia. 8No dia sete do quinto mês, data que corresponde ao ano dezenove do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nabuzardã, comandante da guarda e oficial do rei da Babilônia, fez a sua entrada em Jerusalém. 9Ele incendiou o templo do Senhor e o palácio do rei e entregou às chamas todas as casas e os edifícios de Jerusalém. 10Todo o exército dos caldeus, que acompanhava o comandante da guarda, destruiu as muralhas que rodeavam Jerusalém. 11Nabuzardã, comandante da guarda, exilou o resto da população que tinha ficado na cidade, os desertores que se tinham passado ao rei da Babilônia e o resto do povo. 12E, dos pobres do país, o comandante da guarda deixou uma parte, como vinhateiros e agricultores. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 136(137)

    Que se prenda a minha língua ao céu da boca / se de ti, Jerusalém, eu me esquecer!

    1. Junto aos rios da Babilônia † nos sentávamos chorando, / com saudades de Sião. / Nos salgueiros por ali / penduramos nossas harpas. – R.
    2. Pois foi lá que os opressores / nos pediram nossos cânticos; / nossos guardas exigiam / alegria na tristeza: / “Cantai hoje para nós / algum canto de Sião!” – R.
    3. Como havemos de cantar † os cantares do Senhor / numa terra estrangeira? / Se de ti, Jerusalém, † algum dia eu me esquecer, / que resseque a minha mão! – R.
    4. Que se cole a minha língua † e se prenda ao céu da boca / se de ti não me lembrar! / Se não for Jerusalém / minha grande alegria! – R.

     

    Evangelho: Mateus 8,1-4

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – 1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Embora a narrativa seja breve, traz um conteúdo revolucionário. Leprosos, naquela época, nem se aproximavam das pessoas. Viviam afastados do convívio social, gritando sua miserável situação, para que ninguém se contaminasse. Além disso, considerados impuros, eram impedidos de prestar culto público a Deus. Dupla marginalização: social e religiosa. Ora, Jesus, tendo assumido a causa dos oprimidos, acolhe o leproso. Surpresa para todos, desconforto para alguns, que logo vão espalhar a notícia de que também Jesus é impuro, porque tocou a pele do leproso. Decidido, sem fazer cálculos sobre a possível reação dos adversários, Jesus afirma: “Quero. Fique purificado”. Os sumos sacerdotes ficarão agitados com a presença de alguém que transmite vida abundante para o povo.

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)

  • Sábado da 12ª Semana do Tempo Comum

    Nosso clamor se dirige ao Senhor, cuja graça não conhece fronteiras e é sem limite. O Filho de Deus veio para dar vida a todos os que o procuram e aceitam seu projeto de salvação.

     

    Primeira Leitura: Lamentações 2,2.10-14.18-19

    Leitura do livro das Lamentações – 2O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó; em sua ira, deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá; lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. 10Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco; as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. 11Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas; derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. 12Elas pedem às mães: “O trigo e o vinho, onde estão?” E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. 13Com quem te posso comparar ou a quem te posso assemelhar, ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição; quem poderá curar-te? 14Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte; ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. 18Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião; deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. 19Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor; ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas. – Palavra do Senhor.

     

    Salmo Responsorial: 73(74)

    Não esqueçais até o fim / a humilhação dos vossos pobres.

    1. Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre / e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? / Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, † desta tribo que remistes para ser a vossa herança / e do monte de Sião que escolhestes por morada! – R.
    2. Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: / no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; / e, rugindo como feras, no local das grandes festas, / lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos. – R.
    3. Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, / ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. / Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! / Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais! – R.
    4. Recordai vossa aliança! A medida transbordou, / porque nos antros desta terra só existe violência! / Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, / mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente! – R.

     

    Evangelho: Mateus 8,5-17

    Proclamação do evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”. 7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 8O oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra, e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”. 10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado e disse aos que o seguiam: “Em verdade vos digo, nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo, muitos virão do oriente e do ocidente e se sentarão à mesa no reino dos céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”. 13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! E seja feito como tu creste”. E naquela mesma hora o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos com sua palavra e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”. – Palavra da salvação.

     

    Reflexão:

    Um centurião, no exército romano, comandava cem soldados. Não pertencia ao povo de Israel. Sabendo que qualquer judeu observante não podia entrar em sua casa, pede que Jesus cure, à distância, o seu criado. E o faz com profunda fé e humildade: “Eu não sou digno”. Pela fé, altamente elogiada pelo Senhor, ele entra na comunidade cristã. Os pagãos chegam para fazer parte da comunidade de Jesus, ao passo que os “filhos do reino” (povo de Israel) afastam-se da luz (o próprio Jesus) e se perdem na escuridão. Jesus toma a inciativa e, sem proferir palavras, segura a mão da sogra de Pedro, “e a febre a deixou”. Imediatamente “ela se levantou e começou a servi-lo”. Com uma palavra, Jesus cura ainda numerosos outros enfermos: “Ele assumiu nossas fraquezas e carregou nossas doenças” (cf. Is 53,4).

    (Dia a dia com o Evangelho 2018 – Pe. Luiz Miguel Duarte, ssp)