O uso de aplicativos na ação evangelizadora

Com o avanço da tecnologia, os dispositivos móveis tornaram-se um instrumento chave para a produção de conteúdo

A convergência digital possibilitou o encaixe, à palma mão, de diversas opções de serviços digitais. Isso, através de aplicativos, que impulsionam a conexão, o diálogo, a navegação e a compactação de funções que, há pouco tempo, eram exclusivas de câmeras, computadores e outros equipamentos de grande porte. Hoje, somos capazes de produzir conteúdo com qualidade utilizando um aparelho celular, simplesmente.

No Brasil, os “apps” se transformaram numa indústria que movimentou, até novembro de 2015, mais de US$ 25 milhões. Segundo dados apresentados por um relatório da TELECO – Empresa de Inteligência em Telecomunicação –, nosso país possui mais de 277 milhões de aparelhos, sendo que mais da metade está conectada à internet. Isso representa um gasto seis vezes maior, por parte do usuário, do seu tempo, utilizando o equipamento e aplicativos.

Nas lojas de apps (Play Store para o sistema Android e App Store para o sistema iOS), são encontrados no Brasil mais de três milhões de aplicações gratuitas e pagas, o que equivale, em média, a 12 aplicativos por smartphone em território nacional. Metade desse número representa os softwares de interação social.

O uso de aplicativos tem se tornado um referencial também no campo da produção e consumo de conteúdo no ambiente eclesial. Willyane Kathellen, membra de uma Pastoral de Comunicação em Sirinhaém, Pernambuco, diz:

Ninguém mais vive desconectado, e hoje, com os apps, tudo fica bem mais fácil de produzir. São raros os celulares sem aplicativos. Às vezes, até me surpreendo com a capacidade de criação que alguns aplicativos possibilitam. Na Igreja é muito popular o uso do Católico Orante. Ele possui a liturgia diária, ensina orações como o Santo Terço e é uma ótima ferramenta para a catequese. Os apps otimizam tempo e facilitam o diálogo. O WhatsApp, por exemplo, tem sido uma grande ferramenta de compartilhamento de mensagens em prol da evangelização.

 

A criatividade conectada aos aplicativos

Para utilizar os celulares como instrumento de auxílio na cobertura religiosa, é preciso entender que o uso de bons aparelhos fotográficos, filmadoras, gravadores e blocos de anotações não são dispensáveis. Acontece que o celular vem se tornando um equipamento fundamental para a produção multimídia.

As tendências para a comunicação móvel são diversas; além da inserção de paróquias nas redes sociais, tem sido protocolar o desenvolvimento de aplicativos próprios para tablets e smartphones. O resultado da aplicação dessas tendências por parte da Igreja, é uma aproximação singular dos fiéis e também daqueles que costumam fazer downloads de aplicativos só por curiosidade.

Investir em um aplicativo personalizado amplia o ambiente informativo, que já não precisa ser restrito a sites e blogs. E não está. Em 2014, 88% dos brasileiros já utilizavam o sistema operacional Android para instalar aplicativos em celulares.

Os apps impressionam cada vez mais com sua capacidade de alcance instantâneo de usuários. Um exemplo simples é a possibilidade de cobertura de eventos com transmissões ao vivo, oferecida pelo Facebook. Muitas comunidades já investem nesse tipo de ferramenta, para transmitir missas, formações, momentos de oração e adoração, e acabam ampliando suas rotas de evangelização.

 

Texto: Larissa Sassi
Adaptação: Agência Minha Paróquia

 



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