“Sites são coisa do passado”: não caia nessa!

Lembra quando falaram que os livros impressos seriam substituídos pelos digitais? Lembra quando o Orkut era a rede social mais importante do universo? Lembra quando o Bradesco investiu pesado num ambiente virtual no Second Life? E quando disseram que os gifs tinham morrido? Lembra?!

Tenha muito cuidado, a internet mesmo sendo muito ágil e dinâmica é uma caixinha de surpresas.

Sim, diariamente o nosso papel é ficar atento às novidades, entendê-las e interpretar a forma de aproveitarmos desses meios para divulgar o Evangelho. E um jeito de fazer isso é sendo mais esperto, estratégico, do que se deixar levar pela onda dos modismos.

O Facebook já não é tão importante quanto se achava. Tudo bem, ele tem se esforçado em fazer de conta que é indispensável, assimila ideias de ferramentas novas e compra outras. Porém não precisa ser um adivinho para saber que está para surgir um substituto.

A gente foi lá, gastou tempo, fez milhares de postagens, conquistou seguidores e chegou a pagar para aparecer mais. Até que um dia a “festa acaba” e a única coisa que nos sobra é um botão de backup que gera um arquivo infinitamente pesado que iremos desistir de baixar.

E as memórias morrem. Aquelas que eram tão valiosas, que contavam a história de um povo, de uma comunidade cristã, se perdem.

Não é drama, é real. Estamos tão envolvidos com o INSTANTÂNEO que não nos preocupamos com o destino de nossas memórias.

Tudo bem, a rede social é gratuita, é prática, todo mundo está lá… Mas será que essas “timelines” (linhas do tempo) não estão nos descaracterizando?

Faça o teste: tente achar no seu perfil ou numa fanpage uma postagem de 30 dias atrás e reflita sobre a frustração que irá experimentar.

Uma das tarefas da comunicação em nossas Paróquias é fazer registro da história da comunidade. Pode ser feito digitalmente (num site, vídeo, mídia de gravação) e impresso (um álbum de fotografias, um mural, um anuário, uma revista ou jornal mensal). É importante nos atentarmos em registrar a nossa história.

Não estou dizendo que as redes sociais são inúteis. Elas cooperam e muito com o processo de comunicação! Porém é um equívoco grave quem acha que elas substituem os meios de comunicação convencionais.

Os meios de comunicação impressos ainda funcionam bem em nossas comunidades. O mural que fica na entrada da igreja pode até trazer mais resultados e ser mais eficiente que aquelas 15 postagens feitas com frases de auto ajuda no Instagram.

E um site, sem dúvida alguma, é algo indispensável em se tratando de comunicação na internet!

Atenção: não venha dizer que ter um site demanda um custo alto pois se o problema é financeiro não faltam opções gratuitas (como o Wix e o WordPress) que podem chegar a bons resultados. E, sim, o ideal é buscar um apoio profissional! Se a Paróquia precisa de um sino, contrata uma empresa especializada; não manda um paroquiano cheio de boa vontade fazê-lo com tampinhas de garrafa.

O site é a sua localização no ambiente digital. É onde estão as suas informações institucionais e onde se espera encontrar as últimas atualizações (notícias, eventos, fotos, vídeos etc). Você tem controle sobre ele, sobre a forma de apresentar os conteúdos. Ele é sua propriedade.

SIM, sua Paróquia precisa estar no Facebook, fazer postagens, mas quando o Facebook acabar, o que sobrará para vocês?

A comunicação on-line deve ser feita nessas duas vias: publique nas redes sociais e garanta que o site também tenha tais registros.

Não se iluda, os sites ainda não vão deixar de existir!

Lembra do Google? Ele serve para buscar sites. Quando alguém precisa saber o horário de missa da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, ela vai direto nele, digita o termo no buscador e aparecem centenas de resultados. O Facebook com certeza estará entre os primeiros da lista. Se a Paróquia não tem site, a pessoa irá clicar no Facebook, se deparará com uma linha do tempo enorme dizendo um monte coisas menos o que ela precisa.

O site serve para apresentar o conteúdo de uma forma organizada. Serve para registrar as memórias de uma comunidade. É um endereço virtual todo seu.

E nosso papel de comunicadores católicos é estar presentes em todos os ambientes para difundir a mensagem do Evangelho, fazer o registro da história e memória de nossa comunidade. E trabalhar de forma inteligente!

Sérgio Fernandes
Diretor da Agência Minha Paróquia



Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *