#SomethingBetter – Bento XVI na Campus Party 2013

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Começou no dia 28 de janeiro, no Anhembi (São Paulo/SP), a edição 2013 da Campus Party – principal evento sobre tecnologia realizado no Brasil. No local estão acampados cerca de 8 mil pessoas e até o dia 3 de fevereiro devem passar por lá outras 150 mil. A programação é agitada, com 18 palcos com palestras simultâneas, e participantes internacionais. É uma grande festa celebrando a nova cultura trazida pela internet, redes sociais, games e tudo que traz o botão “play”.

E que relevância tem um encontro de geeks para a Igreja Católica? A resposta é: TODAS. Basta comparar a mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, publicada na semana passada, com o texto #SomethingBetter, apresentado pela Campus Party.

A tag #SomethingBetter foi criada pelos organizadores do evento para multiplicar o conceito da utilização da tecnologia pelo bem da sociedade. Existe a intenção de, além da festa, levar os participantes a uma reflexão sobre a utilização positiva dessas tecnologias.

Com a popularização da tecnologia e da internet ao longo dos anos, temos observado que a rede é utilizada tanto para fins legítimos, quanto para outros nem tão legítimos assim. A mesma tecnologia que pode dar acesso a uma grande fonte de conhecimento e conteúdos compartilhados também pode ser utilizada para causar prejuízos.

Por isso, cada vez mais o uso cidadão e respeitoso da rede se torna uma questão prioritária. A semana de celebração da Campus Party, é o momento de atuarmos e sermos responsáveis, fazendo a nossa parte para que utilizemos a tecnologia em benefício da humanidade, demonstrando que a internet não é uma rede de computadores, mas sim, uma rede de pessoas.

(…)

Através do #somethingbetter, unidos, podemos fazer a diferença de forma positiva na vida de muitas pessoas por um longo tempo.

Por Campus Party 2013

Bento XVI reconhece nas tecnologias uma via positiva que já acontece, mas que é papel dos cristãos utilizá-las com atenção à sua missão evangelizadora.

Estes espaços, quando bem e equilibradamente valorizados, contribuem para favorecer formas de diálogo e debate que, se realizadas com respeito e cuidado pela privacidade, com responsabilidade e empenho pela verdade, podem reforçar os laços de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana. A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, porque nestes espaços não se partilham apenas ideias e informações, mas em última instância a pessoa comunica-se a si mesma.

(…)

A cultura das redes sociais e as mudanças nas formas e estilos da comunicação colocam sérios desafios àqueles que querem falar de verdades e valores. (…) A capacidade de utilizar as novas linguagens requer-se não tanto para estar em sintonia com os tempos, como sobretudo para permitir que a riqueza infinita do Evangelho encontre formas de expressão que sejam capazes de alcançar a mente e o coração de todos.

Por Bento XVI

É ótimo perceber que essa preocupação não é um discurso exclusivo da Igreja – até porque o tema é ética, não religião. De alguma forma, ousamos dizer, Deus “suspira no coração” dessas lideranças a mesma reflexão de Bento XVI sobre a utilização positiva das tecnologias. O Papa, evidentemente, aprofunda depois a mensagem falando direto aos cristãos sobre a promoção do Evangelho… mas a base é a mesma: a internet é feita de pessoas.

Se devemos ser o “sal da terra e a luz do mundo”, nossa presença nas redes sociais deve ser para o bem. E o convite se estende aos geeks da Campus Party para fazer #SomethingBetter.



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